Surto de toxoplasmose já alcança 569 casos confirmados em Santa Maria

Técnicos do programa trabalharão na análise estatística das informações coletadas para buscar foco de infecção, que ainda é desconhecido. Foto: João Alves/Prefeitura


Um novo boletim foi divulgado sobre o surto de toxoplasmose foi divulgado, na tarde desta segunda-feira (18), em Santa Maria. Até o momento, são 1.430 casos notificados. Desses, 1.103 são considerados suspeitos, 57 foram excluídos e 270 ainda necessitam de classificação. Com relação aos casos suspeitos, 569 foram confirmados a partir de contraprova em laboratório.

Os órgãos de Saúde envolvidos na investigação do surto de Toxoplasmose seguem mobilizados para buscar o foco da contaminação. A equipe de técnicos do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) finalizou a primeira etapa da investigação e parte, agora, para uma segunda fase de trabalho.

Na oportunidade, o coordenador geral de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Renato Vieira Alves, destacou que, para análise mais aprofundada do surto, foi feito um recorte de 88 casos dos 569 confirmados. A opção pela seleção da amostragem obedece a um método técnico e científico, que possibilita um estudo mais preciso para investigação.

“A Toxoplasmose é uma doença que acontece de maneira usual em todo o país. Novos casos poderão ocorrer na cidade, mas não necessariamente eles terão relação com o surto”, destacou.

Fonte de contaminação ainda é desconhecida

O representante do Ministério da Saúde explicou que, na primeira fase de investigação, os técnicos realizaram uma pesquisa de campo, com coleta de dados. Agora, os profissionais passam a um segundo estágio, que seria a análise detalhada das informações. A intenção é que, a partir do cruzamento dos dados, possa se chegar a uma potencial fonte de infecção, que ainda é desconhecida.

“As investigações de surto de Toxoplasmose são muito complexas, demandando um tempo maior que o que desejamos. Os dados que temos até aqui são preliminares e precisam ser analisados de maneira cuidadosa, porque é fundamental identificar com precisão qual a possível fonte de contaminação, para que se consiga identificar se há, ainda, algum fator que permanece produzindo casos. A investigação segue na tentativa de se descobrir a origem do surto, mas é preciso deixar claro que nem sempre essas investigações apontam categoricamente a fonte de infecção”, explicou Alves.

Com relação a prazos para análise das informações coletadas, Alves explicou que não há uma data estipulada para conclusão, no entanto, ressaltou que, por se tratar de um surto, o trabalho será realizado no menor tempo possível.



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