Vice-prefeito de Agudo é preso por suspeita de fraude em licitações

Operação Fogo-Fátuo foi deflagrada, no começo da manhã desta quarta-feira, em Agudo, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas e Porto Alegre. Foto: PC/Divulgação


Na manhã desta quarta-feira, dia 13 de junho, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (DEAT), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio da 3ª Delegacia Regional de Santa Maria, deflagrou a Operação Fogo-Fátuo. O objetivo foi reprimir a prática, em tese, dos crimes de Corrupção Ativa, Corrupção Passiva, Peculato, Fraudes Licitatórias, Organização Criminosa e Lavagem de Capitais.

Na ação, foram cumpridos 35 mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de Agudo, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas e Porto Alegre, nove ordens judiciais de bloqueio de ativos e quatro prisões preventivas, entre elas a do vice-prefeito de Agudo, Moisés Kilian (MDB).  Três pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munição. O advogado do vice-prefeito, Áureo Muller, diz que buscará mais informações sobre o mandado de prisão para se manifestar.

Investigação iniciou em maio de 2017

Segundo os delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter, as investigações duraram aproximadamente um ano, visando à desarticulação de uma organização criminosa estruturada em Agudo, pelo menos desde o ano de 2012, com atuação dentro da Prefeitura, a partir da Secretaria Municipal de Obras, formada pelo vice-prefeito, seus assessores e motoristas, em conjunto com empresários do ramo de máquinas e peças.

“Identificamos no seio do executivo municipal, mais precisamente na Secretaria de Obras, suspeita de crimes graves como corrupção ativa e passiva”, disse o delegado Max Otto Ritter, da DEAT, em coletiva de imprensa.

“Infelizmente temos pessoas ligadas ao Executivo Municipal. A operação é altamente relativa e mostra que estamos atentos nestes desvios de conduta dos agentes públicos”, ressaltou o delegado regional, Sandro Meinerz.

Operação Fogo-Fátuo contou com a participação de 182 policiais e 60 viaturas. Foto: PC/Divulgação

Prejuízo de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos

Por meio das investigações, foi possível obter dados indicando possível fraude a procedimentos licitatórios, através da combinação de valores e fracionamento das compras, buscando enquadramento nos limites legais de dispensa de licitação. Ainda, em conluio com aqueles particulares, eram solicitadas notas fiscais com valores superfaturados, visando ao desvio de recursos públicos. O prejuízo estimado, considerando-se apenas os exercícios financeiros de 2015 e 2016, conforme auditorias do Tribunal de Contas do Estado, pode atingir R$ 1,1 milhão.

A operação contou com a participação de cento e oitenta e dois policiais da Polícia Civil Gaúcha, em sessenta viaturas.

Prefeitura Municipal de Agudo foi um dos locais em que foi cumprido mandado de apreensão. Foto: PC

Nota oficial da Prefeitura de Agudo

Diante dos fatos da Operação “FogoFátuo”, o Governo Municipal de Agudo informa que houve busca e apreensão de documentos no Centro Administrativo. O Prefeito Valério Vili Trebien colocou-se à disposição da Justiça e da Polícia Civil fornecendo todos os documentos requisitados, colaborando com as investigações. Tão logo o Município de Agudo tenha acesso aos autos do inquérito, serão prestadas novas informações.



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